Do calor da forja de Hefesto fez-se com refrega,
Um cão-tempestade que sempre abate sua presa,
Enviada por Poseidon de suas profundezas,
Emergiu-se a raposa que nunca será pega.
Do encontro destes poderes distintos,
Nasce o Destino de uma caçada eterna,
Destes seres que desafiam a lógica humana,
Um arquétipo perfeito do problema infinito.
Se um sempre alcança a meta pretendida,
E a outra do laço do captor se desgarra,
Em que ponte a lógica se amarra?
Se as forças são iguais e a queda é repetida
Na Grécia antiga, Zeus resolveu a confusão,
Limitou a paz em pedras, eternizadas nos céus,
Daqui do chão, divago sobre o fim que não se deu:
O que fazer quando eu mesmo sou raposa e cão?
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