sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Nó de pedras

Do calor da forja de Hefesto fez-se com refrega,

Um cão-tempestade que sempre abate sua presa,

Enviada por Poseidon de suas profundezas,

Emergiu-se a raposa que nunca será pega.


Do encontro destes poderes distintos,

Nasce o Destino de uma caçada eterna,

Destes seres que desafiam a lógica humana,

Um arquétipo perfeito do problema infinito.


Se um sempre alcança a meta pretendida,

E a outra do laço do captor se desgarra,

Em que ponte a lógica se amarra?

Se as forças são iguais e a queda é repetida


Na Grécia antiga, Zeus resolveu a confusão,

Limitou a paz em pedras, eternizadas nos céus,

Daqui do chão, divago sobre o fim que não se deu:

O que fazer quando eu mesmo sou raposa e cão?

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