Ter a pia cheia de louças é engraçado
Muita coisa pra lavar, mais ainda pra organizar
Eu, racional que sou, tentei catalogar tudo
Comecei pelas louças que me faltaram
E vi que apesar de me acostumar a não tê-las...
Eu as queria, muito. Pois é, chorei lavando louças
Ah Platão! Seu safadinho sorrateiro...
Prossegui pelas louças que guardo bem escondidas
Essas são muito trabalhosas de se lavar
Pois de tão escondidas, não lembro onde as deixei
Algumas eu nunca nem vi
São difíceis de encontrar no meu armário
Fazer o quê... eu sou um bom "escondedor"
Agora, cheguei até às louças que me sobram
Louças que sempre estiveram ali
E algumas, de tão belas, cortam
Laceram os dedos cansados
Cansados de tatear o vazio das louças que não tenho
Ou tatear o escuro em busca das louças que guardei
Algumas louças eu nem precisava ter
São tantas que, literalmente, me sobram
Louças que eu não precisava ter que lavar
Mas em algum momento as comprei
E agora preciso lavá-las, ou alguém um dia precisará
É preciso lavar, é preciso ter a pia limpa
E isso não é sobre ter a pia cheia de louças
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