Há medo do mergulho na água escura
Numa piscina sem borda, além da vista
É à paixão que a alma resiste e se assusta
Sem saber se há fundo ou se há altura
Se no breu se esconde doce formosura
Ou se há dor na minha sede de vontade
Meu passo incerto paralisa em vaidade
Mergulho em dúvida de uma entrega pura
Se a luz da confiança não acende
Sem a firmeza de um amparo amigo
Se a mão de quem se espera não estende
O coração faz casa na beira do sentir
Temendo nesse abismo eternamente cair
Ando pra trás buscando a segurança de um abrigo
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