quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Breu

Há medo do mergulho na água escura

Numa piscina sem borda, além da vista

É à paixão que a alma resiste e se assusta

Sem saber se há fundo ou se há altura


Se no breu se esconde doce formosura

Ou se há dor na minha sede de vontade

Meu passo incerto paralisa em vaidade

Mergulho em dúvida de uma entrega pura


Se a luz da confiança não acende

Sem a firmeza de um amparo amigo

Se a mão de quem se espera não estende


O coração faz casa na beira do sentir

Temendo nesse abismo eternamente cair

Ando pra trás buscando a segurança de um abrigo

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