quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Rubor

O amor do nada enrubesce
Esquenta sem razão nosso peito
Dá um frio gostoso na barriga
Revela a ilusão do controle
E mesmo com tantos "sintomas"
A gente gosta tanto que se esquece
Que o melhor vai acontecer, de qualquer jeito
Sofremos antecipando o pior, num medo bobo
Quando só temos que nos entregar
Sem metades, por inteiro, alma e corpo
Aproveitar os abraços e cada segundo de tempo
Deitar ao lado do seu amor e deixar de ser um, só
Virar dois, pelo tempo que for possível
Pelo tempo que for impossível, também
Viver amando, amar vivendo, num ciclo eterno
De eterna ternura, chamegos e reciprocidade
Sinceridade de almas, cheiro de primavera
Unidos pelo divino até voltarmos ao pó
Sonhar juntos sonhos diferentes
Realizar juntos sonhos recorrentes
Unir o eu ao você
Para se deleitar no nosso

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