Não vou embora, não tema meu passo,
meu chão é firme e meu peito é o teu laço.
Mas ouve ele bater: não sou prisioneiro,
e o amor não se entrega pra ser passageiro.
Me entrego a você de corpo e de alma,
então não me condene a viver pela metade.
Não faço alarde, não jogo, não perco a calma,
mas também não quero só virar saudade.
Não vou embora, te juro, é verdade,
mas não me empurre para a frieza.
Amor que resiste pede cuidado,
e não de migalha, descaso ou tristeza.
Estar do teu lado não é ser submisso,
é pacto de alma, é escolha, é querer.
Mas não me transforme em algo omisso,
então me deixe murchar pra depois perceber.
Então lembra, amor: estou, e persisto,
mas amor que implora começa a partir.
Eu não vou embora, escuta meu grito —
mas reconheça a porta aberta... e não me deixe ir.
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