Sou um rio que corre, cumprindo sua função,
Seguindo o curso que o destino traça
Levo dores, alegrias, memórias — quase sem emoção
Sirvo vida pra quiser beber, alheio à minha desgraça
Ninguém navega minha solidão,
Sigo correndo e servindo, quase sem reclamar
A cada margem deixo um coração
Sigo meu único caminho, sempre a me doar
Minha lágrima corre doce, passiva
No fim, sigo buscando a grandeza do mar aberto
Desaguar, mergulhar, ondular em força instintiva
Me tornarei um com a profundidade do amar incerto
Que a imensidão me acolha ao fim da minha deriva
Sem glória ou temor — apenas um viver liberto
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