terça-feira, 1 de julho de 2025

Mariposa

Eu voo sem rumo certo

Guiado por instinto e luz

Sou mariposa em céu aberto

Seguindo um brilho que seduz


Você é a chama acesa — viva

Bela, incendiada por amor

E a minha alma, já cativa

Não resiste ao teu calor


Não fujo, mesmo sabendo

que o calor pode me ferir

Há algo em você — tão tremendo —

que não me deixa fugir


Não é um amor suicida,

Mas tudo que sonho é me queimar

Parece natural que contigo a vida

Vá enfim transcender e desabrochar


Há beleza em tua ardência

Há pureza em teu calor

Sou mariposa — sem consciência

Procurando naturalmente o teu amor


E se o meu fim for ao fogo sucumbir

Pois que seja em tua luz

Pois me queimar por te servir

Nunca será morte, mas viver como quem reluz

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