Em meio ao breu do quarto há um ponto vermelho
Um incenso que queima vagarosamente
O aroma adocicado entra pelas narinas e percorre a alma
Um corpo nu se deita no lençol frio
Encoberta pela noite, a dança começa
A consciência escapa e dá lugar ao Sonhar
O corpo etéreo se projeta para fora do físico
E o véu foi atravessado
Uma cortina de fumaça esconde o horizonte
O cheiro de enxofre dificulta a respiração
O corpo etéreo caminha por entre a fumaça
Rumo ao horizonte desconhecido e intangível
Horizonte que se tange em um portão, quem diria, horizontal...
Alto e de grades negras com pontas de lança no topo
Com um ranger estardalhaçante o portão abre
E o portão foi atravessado
É, sem dúvidas, um inferno
Qual deles não se pode saber
Tudo é extremamente estranho
Tudo é extremamente igual
Em meio ao breu do quarto, só há um ponto vermelho...
Por Izaque Valeze
vermelho - sangue - morte - outono - samhain - ano novo - aniversário - renascimento: quatro elementos - roda da fortuna.
ResponderExcluir