Apesar dos tantos desencontros atemporais
Eles sempre se reencontram
Fora de todos os caminhos
Nem pra esquerda nem pra direita
No caminho do meio, sempre
Duas forças, duas energias
Vitalidade e abundância, tristeza e melancolia
Ao mesmo tempo, bipolares e centralizados
O que está acima é como o que está abaixo
E é no meio que se encontra tudo
No meio que se encontra a felicidade
Num abraço apertado
Num beijo colado
Num sorriso entrecortado
Lábios vermelhos e lábios pálidos
Tudo isso já foi visto, encontrado e perdido
Há tempos e tempos e tempos...
Milhas e milhas e milhas, na ilha... do Tempo
Tudo aguardando por uma vez mais, reencontro
Esperando o dia em que não se perderão novamente
E poderão ficar perdidamente felizes e juntos
Feitos dois imbecis mesmo!
No meio da selva - de pedras - à salvo
Reencontrados, revividos, renascidos
por Izaque Valeze
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