sábado, 23 de maio de 2015

No ciclo do meio

Apesar dos tantos desencontros atemporais
Eles sempre se reencontram
Fora de todos os caminhos
Nem pra esquerda nem pra direita
No caminho do meio, sempre
Duas forças, duas energias
Vitalidade e abundância, tristeza e melancolia
Ao mesmo tempo, bipolares e centralizados
O que está acima é como o que está abaixo
E é no meio que se encontra tudo
No meio que se encontra a felicidade
Num abraço apertado
Num beijo colado
Num sorriso entrecortado
Lábios vermelhos e lábios pálidos
Tudo isso já foi visto, encontrado e perdido
Há tempos e tempos e tempos...
Milhas e milhas e milhas, na ilha... do Tempo
Tudo aguardando por uma vez mais, reencontro
Esperando o dia em que não se perderão novamente
E poderão ficar perdidamente felizes e juntos
Feitos dois imbecis mesmo!
No meio da selva - de pedras - à salvo
Reencontrados, revividos, renascidos

por Izaque Valeze


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