sábado, 20 de setembro de 2025

Viramundo

Desejo lançar-me sem mapa por tuas vontades

Seguir apenas o chamado que arde no peito

Perder-me alegremente em tuas paisagens

Ancorar-me em teu porto, num ritmo perfeito


As montanhas que busco são curvas sutis

Os desertos que cruzo são tuas ternuras

O mar que me leva são desejos febris

De olhares eternos à tua pintura


Minha liberdade é deitar-me em teus jardins 

Jogar-me em teus abismos sem medo ou coragem

Um explorador dedicado à arte de ser feliz

Sentir teus rastros a despertar minha viagem


E mesmo neste mundo tão vasto

Posso afirmar sem nenhum ensejo

Por todos os caminhos por onde eu passo

Tu és a estada onde repousa meu desejo

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