Carrego em mim esse silêncio que persiste
Um peso oculto por sombras sutis
Ouço inaudíveis sussurros me dizerem, gentis
"A vida não espera convite"
O tempo flui e me apego naquilo que resiste
Fragmentos meus de tempos tão hostis
Na mente, sonhos cobertos por véus parcos e gris
No peito, um eco antigo ainda me assiste
O pensamento é mar, mas na maré baixa, se retrai
É na solidão que me encontro, me desfaço e me refaço
O mundo gira, às vezes lento, às vezes rápido demais
Mas no fundo eu sei: não me há nenhum espaço
Se aquilo que espero é um tempo que não sai,
Só me resta seguir, tentando ser inteiro, passo a passo
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