Propheticum
Chegará um dia, o último deles
E a esperança ainda viverá
Dentro de corações ou à flor da pele
E não terei medo daquilo que virá
Mesmo que eu não tenha nada para escrever
Chegará um dia, o último deles
E a esperança ainda viverá
Dentro de corações ou à flor da pele
E não terei medo daquilo que virá
Mesmo que eu não tenha nada para escrever
Ainda assim escreverei
Mesmo que eu não saiba o que fazer
Nunca, jamais, esperarei
E quando você menos imaginar
Todo mundo já não se fará presente
Na velocidade de um piscar do olhar
Tudo se desfará de repente
Quando o dia chegar
O que pensamos saber, é desconhecido
E é tudo o que um dia saberemos
Mistério é o que chamamos de sentido
E sobre o dito sentido, construiremos
Estátuas de sal que ruirão uma vez mais
Lançaremos antes dessas bases
Palavras vazias, ondas que arrebentam no cais
Que prometem que tudo é só uma fase
Mentiras contadas, antes de o dia chegar
Seremos enganados até o fim ácido
E outra força então surgirá, afinal o tempo é imortal
A humanidade presa a um passado translúcido
Destruída por seu ego banal
por Izaque Valeze
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