domingo, 1 de dezembro de 2013

Nothing at all

Um fato isolado ou uma sequência deles
Não pareceu nada. E não foi nada
Ainda assim, é impossível esquecer
Ainda assim, sempre haverá lembrança
Como se esquece o nada?
Como se foge daquilo que nunca existiu?
Um nada isolado ou uma sequência deles
Pequenos nadas inesquecíveis
Mas se não foi nada, não há o que esquecer
Muito menos há o que lembrar
Por que lembramos, então?
Porque não conseguimos esquecer todo esse nada?
Fatos e atos sem importância
Que vez ou outra reaparecem
Surgem do grande vazio da mente humana
Lembranças de nada, vindas do nada
Por quê?
Como é possível nada ser criado do nada?


A mente engana. Mente de nada. Mente danada!
E por fim, sei que esse Nada é demente!

por Izaque Valeze





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