sexta-feira, 10 de maio de 2013

A política da felicidade, a liberdade e a prosperidade


"Toda pessoa tem o direito de ser livre e buscar a sua felicidade."

Alguns governantes dizem que o propósito do Estado é governar para garantir que os governados sejam felizes. Ao me deparar com esse assunto em uma aula hoje, me senti no direito de fazer a seguinte pergunta ao professor: "Há alguma normatização técnica que especifique a felicidade? O que é a felicidade?" A resposta real da pergunta é óbvia: não há! Mas a resposta que recebi foi diferente, me foi dito que essa tal "felicidade" é, na verdade, ter um bom sistema de transportes, saúde, educação, moradias, poder aquisitivo maior, etc., ou seja, bem estar. A confusão central está aí, não existe a chamada "política da felicidade", é impossível governar para se atingir algo variável, subjetivo. Há pessoas que pegam ônibus lotado todo dia para ir trabalhar e ganharem um salário minúsculo e ainda assim podem ser felizes, assim como podem existir milionários com tudo o que querem na hora que querem, menos a felicidade.
Não há dúvida que o dinheiro proporciona bem estar, conforto, mas isso não é felicidade, é prosperidade...
O que é a felicidade, então? O que é a felicidade senão um mero juízo de emoções e situações variavelmente interpretáveis de acordo com a mente de cada indivíduo?
E a liberdade? Onde entra nisso tudo?
É fato que o indivíduo livre é mais feliz que o indivíduo que tem a sua liberdade privada por algum motivo, ou a humanidade não lutaria pelo fim da escravidão.
A liberdade é outra coisa sem explicação, subjetiva, variável, a qual temos direito, por lei.
Segundo as legislações todos os indivíduos têm direito de ser livre, porque assim sonhamos um dia.
Você é livre, seu vizinho é livre, eu sou livre! Eu sou livre para tocar flauta o dia todo, eu sou livre para dormir durante o dia e ser notívago, eu sou livre para não trabalhar, eu sou livre para não ganhar salário, eu sou livre para passar fome, eu sou livre para não ter como me sustentar, eu sou livre para morrer!... Eu sou livre?
A busca pela felicidade depende da liberdade, que é garantida por lei, mas que não se exerce plenamente, pois no sistema em que vivemos hoje leva-se mais em conta prosperidade, e sem ela, você não sobrevive. E que se dane a liberdade!...
Chego a conclusão que, na sociedade atual, não é possível conseguir a prosperidade e a liberdade plena ao mesmo tempo, e isso desencadeia uma crise de não-felicidade.
E então, você é feliz?
Você pode, se quiser...
Seja livre, seja feliz... e morra de fome!

Por Izaque Valeze




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