Vida de um universiotário qualquer
Num lugar qualquer, numa estrada qualquer
Num ônibus qualquer, cheio de pessoas tão vazias
O vento gelado entra pela janela, beija-lhe a face, afaga e esquenta
O turbilhão de conversas dispersas ao redor entedia
Ele parte, então, para seu mundo particular
Um poeta filósofo conta-lhe alguns segredos
Em meio a auto indagações sobre os seres humanos e sua humanidade
Ele quer saber "onde estão os caras?"
Um rápido olhar ao redor revela a vida cotidiana
Cheia de tantas pessoas, tão próximas, tão distantes, tão vazias...
Filhos da indústria da informação com a indústria do entretenimento
Os "caras" há muito já se foram
A guerra não acabou e Freud Flintstone morreu sem explicar
E a mudança é permanente, mas diferente do que diz o poeta
Faltam peças e nem tudo está em seu lugar
E nem tudo acaba em samba, carnaval
Mas tudo uma hora acaba, afinal
E hoje acaba em sombras, um tremendo vendaval
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