sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Altar

No meu céu há um universo de estrelas

Muitas nascem e outras tantas desaparecem,

Mas há uma que está sempre por ali

É uma estrela de metal, opaca, de cinco pontas

Ela não se vai, permanece sempre a me olhar

Às vezes, parece que me julga,

Às vezes, parece que me acalenta

Uma vez, essa estrela já foi a guia do meu céu

Hoje, ela se tornou uma lembrança de um caminho

Um caminho que não trilhei, um que deixei sonhando

Mas sempre há outras estrelas no céu

Algumas chegam do nada, me iluminam, aquecem até

Mas estrelas são grandiosas demais para um humano

Eu não as tenho e elas também não me têm

Não se pode prender o brilho de uma estrela

Então eventualmente elas se vão, a iluminar outro céu

Mas sempre fica aquela lembrança opaca, metálica, de cinco pontas

Pego essa estrela cinza e a coloco carinhosamente sobre minha mesa

Algumas estrelas são sementes, outras são pedras

Não importa, porque todas florescem em meu coração

Faço delas a minha prece, um altar particular 

Um altar que me guia aos caminhos que não trilhei,

Mas que definitivamente um dia sonhei trilhar

Um altar que me lembra do brilho do amor

E esse brilho sim perdura, nunca se vai ou opacifica

Por isso sempre rogarei a esse altar de metal

Pois nele constato que enquanto amar, serei eterno


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