No meu céu há um universo de estrelas
Muitas nascem e outras tantas desaparecem,
Mas há uma que está sempre por ali
É uma estrela de metal, opaca, de cinco pontas
Ela não se vai, permanece sempre a me olhar
Às vezes, parece que me julga,
Às vezes, parece que me acalenta
Uma vez, essa estrela já foi a guia do meu céu
Hoje, ela se tornou uma lembrança de um caminho
Um caminho que não trilhei, um que deixei sonhando
Mas sempre há outras estrelas no céu
Algumas chegam do nada, me iluminam, aquecem até
Mas estrelas são grandiosas demais para um humano
Eu não as tenho e elas também não me têm
Não se pode prender o brilho de uma estrela
Então eventualmente elas se vão, a iluminar outro céu
Mas sempre fica aquela lembrança opaca, metálica, de cinco pontas
Pego essa estrela cinza e a coloco carinhosamente sobre minha mesa
Algumas estrelas são sementes, outras são pedras
Não importa, porque todas florescem em meu coração
Faço delas a minha prece, um altar particular
Um altar que me guia aos caminhos que não trilhei,
Mas que definitivamente um dia sonhei trilhar
Um altar que me lembra do brilho do amor
E esse brilho sim perdura, nunca se vai ou opacifica
Por isso sempre rogarei a esse altar de metal
Pois nele constato que enquanto amar, serei eterno
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