segunda-feira, 26 de maio de 2025

Cruz

Sigo andando por três milhas e três metros

Às vezes me descobrindo

Às vezes me desconhecendo

Ações impensadas e impulsivas

Partes de mim ocultas também de mim

Me surpreendendo de formas várias

Partes perdidas em cantos obscuros da mente

Lugares do labirinto que eu não aprendi visitar

Alguns são becos sem saída, outros

Portais para o horizonte infinito

Quando você desconhece o destino

Tudo que já estava ali se torna um destino

Quem está perdido não escolhe caminho

E nesses desencontros o Destino real fica fora de foco

As ilusões de destinos sequestrando o Destino

E como todo refém, tenho medo

Medo do destino e ansiedade pelo Destino

Medo daquilo que eu acho que sou

Medo daquilo que eu sou e não sei

Medo de não me encontrar na existência

Medo de encontrar a sombra do que penso ser

Medo de vagar sem rumo e me perder de mim

Medo...

Pior que a morte é não viver


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