Sigo andando por três milhas e três metros
Às vezes me descobrindo
Às vezes me desconhecendo
Ações impensadas e impulsivas
Partes de mim ocultas também de mim
Me surpreendendo de formas várias
Partes perdidas em cantos obscuros da mente
Lugares do labirinto que eu não aprendi visitar
Alguns são becos sem saída, outros
Portais para o horizonte infinito
Quando você desconhece o destino
Tudo que já estava ali se torna um destino
Quem está perdido não escolhe caminho
E nesses desencontros o Destino real fica fora de foco
As ilusões de destinos sequestrando o Destino
E como todo refém, tenho medo
Medo do destino e ansiedade pelo Destino
Medo daquilo que eu acho que sou
Medo daquilo que eu sou e não sei
Medo de não me encontrar na existência
Medo de encontrar a sombra do que penso ser
Medo de vagar sem rumo e me perder de mim
Medo...
Pior que a morte é não viver
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