segunda-feira, 10 de junho de 2024

O labirinto da mente

Todo ser humano nasce condenado, não da forma que as religiões costumam impor, mas no final das contas ainda está preso.

Uma prisão perpétua, inescapável, inevitável. Dado nosso desconhecimento do que é a liberdade, a ressignificamos para nossa realidade, algo mais "palpável", um sonho.

Nascemos e vivemos presos no Labirinto, a ponto de sequer o percebermos como nossa prisão. E de fato não precisa ser.

Lar. Lar! Lar?

"Lar é onde você está." – Dizem alguns. Eles têm sua razão, mas uma prisão domiciliar ainda é uma prisão.

É muito fácil se perder no Labirinto, é cheio de curvas, dobras, esquinas, becos escuros, precipícios, passagens secretas e até espaços inexplorados.

Em alguns cantos, há uma luz forte: Felicidade. – Altamente viciante e que quase sempre desvanece rapidamente. Resta só seu reflexo permanente em nossos olhos, nos faz querer vê-la de novo e adentramos mais profundamente no Labirinto em sua busca.

Em outros cantos, nos mais escuros: há a Loucura. – Geralmente possui forma espiral, é sedutora, te promete a liberdade, o mundo, e é muito fácil entrar em sua espiral, para talvez nunca mais voltar. 

Uma prisão dentro da prisão.

Na vida, encontramos pessoas que parecem ter a chave da nossa prisão e outras que parecem ser os próprios carcereiros. Em nosso equívoco de liberdade, esquecemos que elas mesmas têm suas prisões particulares.

Na fuga da decepção, o melhor a se fazer é aceitar que alguns podem ter uma prisão semelhante à sua, para, juntos, tentarem mapear cada um a sua própria, com cordialidade e compromisso mútuo.




Nenhum comentário:

Postar um comentário