quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Quimera

Durante sessões de conversas úmidas
Eu dormia e Alguém me contava a história
Um mito, uma fantasia, o Sonhar... mas então, acordei
Alguém parou de narrar a história

E quando olhei para o lado
Não havia história alguma, tudo realmente acontecia
Bem defronte ao meu gran-nariz
E quando me dei conta, duvidei: ...acordei?

Como o rompimento de uma barragem que arrastava minh'alma,
Um moinho d'água que girava para me hipnotizar,
Um abraço aconchegante numa noite chuvosa,
Ou o poder de mil cachoeiras a me inundar

Um dilúvio em pleno deserto,
Que matava minha sede, me afogava de alegria
E eu que não sei nada, e eu que não sei nadar
Não tinha medo e mergulhava





E eu não posso desejar mais nada

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