domingo, 20 de dezembro de 2015

Árido Deserto

Na tela da TV, um jogo de futebol sem importância
No coração, a emoção palpita forte
Hoje odeio futebol, mas e daí? Hoje odeio tanta coisa...
E especialmente hoje, odeio pensar
Mas como faz para se parar de pensar?
Uma caixa de espinhos aperta meu coração
O sangue já seco por tanta emoção não escorre
Esfarela feito areia e reflete em pensamentos igualmente arenosos
Escorregam de um lado para o outro da mente, tal qual uma ampulheta
Fora dessa ampulheta, porém, o tempo parece não passar
O mesmo tempo que, às vezes, me fez pensar ser tão fugaz
Como parar a areia da ampulheta?
Como tirar as areias da mente?
Como tirar a areia do coração pesado?
Às vezes é preciso aprender a dizer adeus
Das lições, talvez a mais difícil da vida
É preciso reencontrar uma velha amiga
Solidão, há quanto tempo eu não te via?
Desculpe ter negligenciado nossa amizade
Ora, não fique triste, venha cá
Já é tarde, me dê um abraço
"Só a dor cria"



por Izaque Valeze


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