O poeta morto, fora da sociedade por ser incapaz de acertar mesmo buscando a perfeição. O poeta morto, hábil em inabilidades. Perfeccionista imperfeito que anda a esmo por ruas de perdição, mesmo sem saber como ou sequer os motivos que o fazem ser assim. Ele só anda... Sem pensar, sem prever e sem dizer uma palavra, também. O barulho em seu entorno só o silencia ainda mais. É o bobo em meio ao festim... Ri e faz graça porque é sua obrigação, já sabe conviver na solidão de outrem. Quase nada faz sentido para o poeta-bobo e morto, especialmente quando na sarjeta de qualquer calçada. É claro que ele reconhece que alguma coisa ainda merece sua fé, pois algumas coisas surgem em sua mente debilitada... Mas a questão sempre se resume a: "dentre todas as coisas, qual é?". Quase de nenhuma delas ele tem certeza e muitas ele logo descarta, sem pensar nem temer. Mas de todas as cartas queimadas, uma lhe marca o cenho e o faz perecer... Ele está confuso, mas decide que não importa saber. E se torna assim o mais sociável de todos os poetas-bobos mortos-insociáveis da sua não-sociedade.
"Por quê?"
[...]
"Por que a vida só vale a pena ao lado de um certo você?"
Por Izaque Valeze
Por Izaque Valeze
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