Tic-tac na sarjeta
Vira e mexe ele se pega em lembrança de tempos já passados, como se tivessem sido há poucos minutos, quando tudo era muito simples e de sentido velado, mas o carrossel do tempo gira astuto e, quase sem demora, a memória semi-fresca de um ontem saudoso de repente vira o agora.
A imaginação de um futuro merecidamente fantástico esbarra nas imposições que a realidade traz, e o tempo que sobrava para imaginar, impacientemente... zás! Não espera, não pergunta, não respeita, e feito água de temporal só vai correndo pela sarjeta, arrasta consigo o que estiver no caminho, separa uniões, dissolve ilusões, apresenta emoções, sugere mudanças, maltrata o menino e o faz homem-sujeito, vai tão rápido que quando ele se dá conta, já são vinte e dois e... ainda imperfeito.
Por Izaque Valeze
Nenhum comentário:
Postar um comentário