domingo, 9 de março de 2014

Sílfide

"Só pode ver quem deseja enxergar"


Sílfide

Turbilhão, redemoinho, ventania ou furacão
Brisa que me afaga, protege e guia
Sílfide que dança a vida espiraladamente
Um elemento elementar em minha vida
Numa mesma proporção, capaz de trazer felicidade e destruição
Amada amiga que encontrei num vento de alegria
Vejo os vivos frutos um dia cultivados e agora presentes
Me perco nas tantas voltas que o mundo deu, minha querida

Eu que sou sonhador, era frio e calculista
Jamais planejei, jamais imaginei
Que a partir de uma ideia inocente
Um futuro surgiria de forma tão realista
E desse inesperado desfecho só digo que gostei
E a todo instante sou grato à inocência de minha mente

Abro os braços e abraço este zéfiro afortunado
Selvagem, indomável e surpreendente destino
Em seus ventos circulares encontrei uma sonora amizade
Presença acalentante que me regenera toda a energia
Não importa o quanto o tempo passe, me conservarei fascinado,
Embasbacado e me sentindo novamente um pequeno menino
Encontrei tamanha surpresa como se encontra a verdade
E de repente só posso agradecer por essa magia


Por Izaque Valeze



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