terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ao vento...

Lá fora, outra noite de lua comum
O vento percorre o céu num silêncio ensurdecedor
Aqui dentro, mais pedaços do mesmo bolo
Bolo caótico incompreensível pra quem é de fora
E me pergunto porque se confeita um problema?
E por mais que eu pense ou procure
A resposta sempre foge pela janela, ao vento
Posso vê-la partir facilmente
Porém não sei porque (ou o quê) ela é
Nem porque foge de mim
Ela só se vai, para longe e sem rumo
Com o passar do tempo e do vento
Quase me esqueço porque preciso dela
Quase me esqueço o que é preciso
Mas o vento traz o relâmpago
Relâmpago incandescente de memória inquietante
O problema que criei e me foge a solução...
E eu que sempre gostei da ironia
Vejo o outro lado da moeda
Já não é tão bela quanto parecia
Quão idiota eu sou?
E quanto mais respostas busco
Mais questões o vento me traz
No meio de tanta interrogação
O que mais me atenta
É meu desejo de ser aquela resposta
E simplesmente caminhar, ao vento...


Izaque Valeze

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