Ora caminhos espiralados
Ora retilíneos
Ora quadrados, circulares, multiformes...A única constante aqui é que não há constância
Labirinto onde todas as passagens conduzem ao mesmo lugar
Não escolho por onde ir, sigo em frente
Não há caminho certo nem errado
Eu só passeio, como quem não se importa pra onde vai
Encontro rosas e espinhos equivalentes
Estou perdido
Mas sei exatamente onde estou indo
No final será a mesma coisa de sempre
O interessante não é em quê chegarei
Mas como cheguarei lá
Finalmente avisto a saída do jardim labiríntico
E lá está ele, com seu pesado livro em mãos
Ele me aguarda como já aguardou muitos
Este é o fim, dos jardins do Destino
E a Morte me aguarda sentada, sem pressa
Já conhece a rotina
Bem ali, ela, tão próxima que
Quase posso sentir o cheiro de seu perfume
Doce, suave, penetrante
E então ouço um bater de asas
E ela sorri para mim
Texto inspirado pela obra de Neil Gaiman

E que inspiração! Belíssimo. As imagens são as mesmas na parede da esquerda, ao lado do balcão onde servem hidromel...
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